Ele Pensou Que Se Casaria com uma Desconhecida, Mas Quando o Véu Caiu, Reconheceu a Mulher que Procurava Havia Três Anos

telefonar para Dani, deixando uma mensagem explicando o que havia acontecido.

Ela nunca recebeu a mensagem.

Na noite anterior, o celular de Dani havia sido roubado durante uma viagem de metrô.

Ela precisou cancelar a linha e, sem o número de Sean ou seu sobrenome, não tinha como encontrá-lo.

Mesmo assim, compareceu ao Café Lune no sábado.

Esperou quase uma hora.

Sean não apareceu.

Ela concluiu que ele havia mudado de ideia.

Ele, por sua vez, tentou ligar novamente nos dias seguintes, mas o número já não funcionava.

Tinha apenas o primeiro nome dela e nenhuma informação sobre onde trabalhava.

Pouco depois, Dani precisou ir para Boston.

Seu pai havia enfrentado problemas de saúde e a situação da empresa familiar exigia sua presença.

Os dois seguiram caminhos diferentes.

Sean nunca conseguiu esquecer aquela conversa.

E nunca jogou fora o pequeno papel.

Agora, três anos depois, estavam diante um do outro em um casamento que nenhum dos dois imaginara viver daquela maneira.

Danielle foi a primeira a recuperar a voz.

— Você demorou três anos.

Sean sentiu os olhos arderem.

— Eu fui ao hospital.

Minha mãe estava internada.

Tentei ligar para você.

Deixei uma mensagem.

Ela fechou os olhos por um instante.

— Meu celular foi roubado na noite anterior.

Eu perdi seu número.

Esperei você naquele café.

Sean levou a mão ao bolso interno do paletó.

Retirou o papel amarelado e o abriu diante dela.

Danielle reconheceu os números imediatamente.

— Você ainda tem isso?

— Nunca consegui jogar fora.

Ela começou a chorar.

— Eu pensei que você tivesse simplesmente esquecido de mim.

— Eu pensei a mesma coisa.

O oficiante permaneceu em silêncio.

Os convidados começaram a trocar olhares.

Richard Holt se levantou e caminhou até o altar.

— Sean, precisamos continuar.

Os convidados estão esperando.

Sean olhou para o pai.

— Espere um momento.

— Não é hora para isso.

— É exatamente a hora para isso.

Richard apertou os lábios.

— Nós temos um acordo.

O casamento faz parte de uma negociação importante para as duas empresas.

Danielle respirou fundo e finalmente se pronunciou.

— Eu sei.

Foi por isso que aceitei estar aqui.

Seu pai, Arthur Vane, que estava sentado na primeira fileira, levantou-se lentamente.

Danielle olhou para ele.

— Pai, eu aceitei porque não queria ver centenas de funcionários perderem seus empregos.

Sei o que está acontecendo com a empresa.

Sei das dívidas e dos contratos que estão prestes a vencer.

Mas isso não significa que minha vida seja uma garantia financeira.

Arthur abaixou a cabeça.

— Eu só queria salvar o que construí.

— E eu quero salvar também.

Mas preciso ter o direito de decidir como.

Sean voltou-se para ela.

— Você sabia que o noivo seria eu?

— Sabia que se chamava Sean Holt.

Mas você nunca me contou seu sobrenome naquela época.

Não procurei sua fotografia.

Não queria transformar uma negociação em algo mais pessoal antes de entender o que estava acontecendo.

— E quando me viu agora?

— Reconheci você imediatamente.

Ela fez uma pausa.

— Só não sabia se você ainda se lembrava de mim.

Sean olhou para o papel em sua mão.

— Eu me lembrei todos os dias em que achei que precisava esquecer.

Richard interrompeu novamente.

— Podemos conversar sobre isso depois da cerimônia.

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