Ele Pensou Que Se Casaria com uma Desconhecida, Mas Quando o Véu Caiu, Reconheceu a Mulher que Procurava Havia Três Anos

Sean Holt não acreditava em coincidências.

Acreditava em contratos, prazos, números e decisões que pudessem ser justificadas diante de um conselho administrativo.

Aos 32 anos, havia construído uma reputação de homem impossível de surpreender.

Seu escritório ocupava o 42º andar de uma torre de vidro em Midtown Manhattan, onde tudo parecia organizado para impedir que qualquer emoção interferisse nos negócios.

Por isso, quando seu pai telefonou naquela terça-feira, Sean não imaginou que uma única conversa mudaria sua vida.

— Danielle Vane — anunciou Richard Holt, sem qualquer introdução.

— A empresa do pai dela está enfrentando dificuldades financeiras.

Estamos negociando há três meses.

Uma aliança entre nossas famílias resolveria os problemas dos dois lados.

Sean continuou olhando para os prédios abaixo.

— Que tipo de aliança?

— Um casamento.

Você e Danielle.

A cerimônia será no sábado.

Quatro dias.

Sean colocou a xícara de café sobre a mesa.

— Onde assino?

Richard ficou em silêncio por alguns segundos.

Esperava resistência, perguntas ou pelo menos alguma curiosidade sobre a mulher que seria sua nora.

Não recebeu nada disso.

Sean aprendera a não esperar muito da vida pessoal.

Desde que assumira responsabilidades cada vez maiores dentro da empresa, transformara seus sentimentos em algo que mantinha cuidadosamente fora das decisões importantes.

Querer menos significava perder menos.

Era assim que pensava.

Naquela noite, compareceu ao jantar de ensaio do casamento em um restaurante reservado de TriBeCa.

Conversou com os convidados, apertou mãos e recebeu felicitações.

A cadeira destinada à noiva, entretanto, permaneceu vazia.

Alguém explicou que Danielle estava atrasada.

Sean apenas concordou e pediu um uísque.

Ninguém percebeu que, no bolso interno de seu paletó, havia um pequeno pedaço de papel amarelado.

Nele estavam escritos sete dígitos, ligeiramente borrados pelo tempo e pelo contato constante com seus dedos.

Ele carregava aquele papel havia três anos.

Não sabia explicar por quê.

Mas também nunca tivera coragem de jogá-lo fora.

Na manhã de sábado, o céu de Manhattan estava cinzento depois da chuva da noite anterior.

Sean ajustou os punhos da camisa diante do espelho enquanto seu irmão mais novo fazia comentários sobre a cerimônia.

— Você parece estar indo para uma reunião com investidores.

— Talvez seja exatamente isso.

O irmão riu.

Sean não.

Quando a música começou, ele caminhou até o altar.

Os convidados se levantaram.

O oficiante sorriu.

As portas no fundo do salão se abriram.

Então Danielle apareceu.

O vestido era elegante, sem exageros.

O véu escondia parcialmente seu rosto, mas Sean percebeu a tranquilidade de seus movimentos.

Ela não parecia uma mulher prestes a desmaiar de nervosismo.

Caminhava como alguém que havia tomado uma decisão difícil e estava preparada para enfrentar suas consequências.

Quando chegou ao altar, colocou a mão na dele.

Uma corrente de ar atravessou o salão.

O véu se levantou, deslizou sobre seus cabelos e finalmente caiu para trás.

Sean esqueceu como respirar.

A mulher diante dele era Danielle Vane.

Mas também era Dani.

A mulher do metrô.

A mulher que ele procurava havia três anos.

A mulher cujo número ainda estava escondido em seu paletó.

— Dani? — sussurrou.

Ela levantou os olhos.

— Olá, Sean.

Naquele instante, o casamento deixou de ser uma negociação.

E uma lembrança antiga voltou com uma força que nenhum dos dois estava preparado para enfrentar.

Três anos antes, Sean tinha 29

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